
"Enquanto houver alguns bispos e padres que se consideram com o direito de decidir pela sua cabeça os caminhos de pastoral, o sentido da existência moral, a maneira de celebrar, estamos a fragilizar a proposta cristã, num mundo que saberá aproveitar, com os seus critérios, as nossas divisões"
"A comunhão hierárquica exige a humildade da obediência, atitude básica de uma total disponibilidade para o serviço"
"Muitos sacerdotes dão, neste aspecto, sinais de contradição interior"
"É necessário redescobrir o Concílio Vaticano II"
"Aqui devem ter-se em conta por exemplo as regras de funcionamento de gestão de uma empresa, que não deve aparecer com diferentes orientações de comando"
De facto têm surgido ultimamente algumas opiniões de sacerdotes (em pequeno número, é certo) que aparecem públicamente a defender soluções que diferem da orientação geral da Igreja, a começar pelo próprio Vaticano.
O caso de uso de preservativo nas relações sexuais, a interrupção voluntária da gravidez em certos casos, e outros pequenos exemplos.
O que D. José Policarpo fez, em minha opinião, foi ressaltar que a Igreja, como qualquer Instituição, deve falar a uma só voz.
Não importa agora saber se bem ou mal ajustada à realidade dos nossos tempos.
O problema é que muita coisa funciona mal na sociedade que temos precisamente porque, sem qualquer espécie de prurido, muita gente se acha no direito de dizer e fazer o que pensa à revelia das orientações de quem os coordena.
Uma organização assim, seja ela qual fôr, não irá longe.



